Comecei na associação de moradores do Jardim Amélia aos 21 anos, ainda como estagiário da UBS recém-inaugurada. Foi ali, vendo de perto as filas, os encaminhamentos perdidos e a falta de prestação de contas, que entendi que o problema raramente é falta de recurso — é falta de método e de cobrança.
Trabalhei durante 12 anos como servidor da prefeitura, na área de planejamento, antes de me filiar. Vi como um requerimento sem prazo morre na gaveta, e como um ofício com data carimbada faz a máquina se mexer. Quando me candidatei a vereador em 2020, a campanha foi pé na rua, custo baixo e financiamento 100% público.
No primeiro mandato (2021–2024), foram 38 projetos protocolados, 14 aprovados e 4 sancionados. Mais importante: implementamos o portal de solicitações com prazo público — uma prática que hoje é cobrada de toda a Câmara. Em 2024 fui reeleito com 3.142 votos, o dobro da primeira eleição.
O segundo mandato chegou com a meta de subir o sarrafo: prestação de contas trimestral pública, audiência por bairro a cada sexta, CPI das filas da saúde, e o compromisso de responder qualquer cidadão em até cinco dias úteis — meta auditável e cumprida em 96% dos casos até hoje.
Mandato não é vitrine. É cronograma. Tudo que a gente faz tem data, prazo e responsável — porque sem isso, é só promessa.